Inteligência emocional nos estudos
- 10 de out. de 2017
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O que os vestibulandos, concurseiros e estudiosos de plantão tem em comum? Arrisco-me a dizer que é a busca pelo aumento do rendimento cognitivo, e por consequência a aprovação.
Mas será só isso o suficiente?
Fomos educados em uma sociedade onde o QI (quociente de inteligência) elevado era critério de excelência da vida, afirma Goleman*. Contudo, um novo conceito foi introduzido - o conceito da Inteligência Emocional.
Você sabe o que é Inteligência Emocional (QE)? Como podemos usar a inteligência emocional a favor de nossos estudos?
QE é a capacidade de usarmos todas as nossas emoções a favor do que queremos, a fim de ajustar o comportamento em prol do alcance de nossos objetivos. Para isso é necessário sabermos identificar as emoções que sentimos, seja em qual for a situação - aspecto esse chamado de autoconsciência.
Na prática isso significa termos que praticar a autoobservação, e tentar perceber se "aquela desculpa para não estudar 2 horas por dia para a prova"ou "pagar o cursinho para o concurso desejado, mas comparecer às aulas somente 2 vezes por semana" tem relação com alguma emoção vivenciada durante essas circunstâncias. Por exemplo: Mariazinha, ultimamente, tem ficado muito ansiosa por conta da prova que fará, e por conta disso tem deixado de realizar a lista de exercícios, fazer as revisões e ir às aulas, gerando um medo da reprovação.
Percebam que a ansiedade é um comportamento, onde há uma expectativa pelo futuro que não chegou ainda. E nesse movimento, a Mariazinha cria o seu próprio final infeliz - o da reprovação, sem sequer se dar a chance de confrontar essa "verdade". Dessa forma, o medo teve o total poder de paralisação nessa situação da Mariazinha (situação fictícia ok?), onde ela cruzou os braços e aceitou os seus próprios pensamentos negativos.
Outros aspectos fundamentais da inteligência emocional são: autocontrole, consciência social e habilidade de gerenciar relacionamentos. Porém, ter inteligência emocional (potencial para aprender os fundamentos de autodomínio e afins) não significa, necessariamente, que tem-se competência emocional, isto é, a capacidade de colocar em prática o potencial aprendido, de maneira que o dominemos bem e isso se traduza em capacidades pessoais e profissionais. Um exemplo: o fato do Joãozinho absorver determinada disciplina com facilidade, não garante que ele terá a mesma facilidade em transmitir o conhecimento adquirido para os colegas, ou ainda, pode ser muito sociável e até considerado "popular", o que seria um ótimo candidato a ingressar naquele grupo do fundão que gosta de estudar em conjunto; isso não garante que Joãozinho tem a competência de estudar em equipe só por ser habilidoso socialmente.
A notícia boa é que as competências emocionais são habilidades aprendidas, e quanto mais desenvolvermos a inteligência emocional, mais seremos desenvolvidos profissionalmente e pessoalmente. E a dica primeira é: não seja radical consigo mesmo a ponto de querer fazer mudanças repentinas. O ideal é fazer ajustes de maneira gradativa e, diariamente, identificar que emoções estão por trás de cada comportamento nosso, quais são nossas características positivas e características a serem melhoradas. Então, quando isso se tornar hábito em nosso dia-a-dia, nossas respostas diante de imprevistos e dificuldades serão espontâneas (a melhor resposta comportamental diante dessas circunstâncias), ou seja, serão encaradas de forma criativa e haverá sempre uma autoavaliação de tudo, e por consequência, aprendizado.
Por Laís Soares - Psicóloga e Coach de Carreira
Contato: coachlaissoares@outlook.com / (92)99232-9230
*Goleman, Daniel: ph.D, é psicólogo formado pela Universidade de Harvard e autor-pesquisador dos best-sellers mundiais sobre Inteligência Emocional e o Cérebro e a Inteligência Emocional.
Dica de filme: Divertidamente





















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